terça-feira, setembro 20, 2011

06.09. 2011 & 20.09.2011

As palavras fluem
Com o amargor da vida
Sorris triste
Mas teu olhar entrega Natureza Morta

Tentas gritar ao povo surdo
Arrancar do peito a dor...
- Não Importa!!!
Lágrimas contidas à alma tua
Até um último suspiro.

Eis que surge um sorriso
Sincero, singelo, tão belo
E tudo por pouquíssimas palavras
Escritas ao teu negro quadro!

Parabéns!

Estranhamente observo tais palavras, que fluiram ao que observava uma colega de letras. Ela dizia desanimada sobre a vida no dia a dia; comentando que não via mais beleza; que não via mais vida ou arte em toda sua pureza. Sorri com olhar triste, enquanto escrevia ao que falava para a colega que até mesmo no Caos encontramos beleza. Suspirei ao que ela me contradisse, não por discordar, mas por ela não conseguir encontrar no Caos os momentos inspiradores que eu citei. Aos poucos os demais colegas foram se afastando e a ela entreguei o caderno que tanto rabiscava, seus olhos deslizaram pelas letras e o sorriso roubei de seus lábios. Era o aniversário dela e mesmo com a tamanha tristeza que nela encontrei, fui capaz de mostrar que ainda há beleza, mesmo na tristeza ou no Caos. Fosse no amargor de suas palavras, ou no sorriso singelo do agradecimento às palavras que lhe entreguei.

sexta-feira, dezembro 10, 2010

10.12.2010

Desde sua postura de serpente, a escritora Keyra tem se divertido em escrever novos pontos de vista sobre assuntos já tão velhos conhecidos.
Às vezes tem pensamentos ácidos com as imagens disponibilizadas na virtualidade e é difícil negar aquele sorriso sarcástico aos cantos dos lábios.
Mas causa incômodo ao ver o franzir do cenho, enquanto digita as linhas que um dia serão lidas ou esquecidas.
Pensamento vago é o que diriam.
Ela se tornou um verdadeiro mistério que desejam não cobiçar.
Foi em um dia calorento como o de hoje, que Keyra cutucou de lá e de cá, mas sabe-se lá o que tinha em mente.
Era perceptível a sinuosidade do enrolar de seu corpo, apertando suas vítimas para sorver seus últimos desgostos.
As pessoas incomodadas, esperam sorrisos, mas não há muitos sorrisos naqueles lábios e olhar traiçoeiro.
O cigarro implora para ser fumado e ela respira fundo o ar abafado.
— O Pequeno está demorando...
Murmurou estranhando e talvez, este seja o raro momento em que vemos Keyra mostrando seu lado humano.

quarta-feira, junho 30, 2010

30.06.2010

A vida possui suas reviravoltas e em certo ponto me divirto ver e participar de cada uma delas.
Desde que as pessoas achavam e até começaram a falar que eu deveria fumar mais, percebi que o temor em seus olhos cresciam.
Um temor respeitoso, de quem teme o terreno que está enfrentando.
Elas preferem se afastar. Chegam a usar suas agulhas para alfinetar, mas não gostam do que enxergam.
Sim, esta Keyra McKellen está bastante mudada desde as eras boêmias e românticas, onde escrevia e compartilhava sonhos com o pequenino.
Na verdade, pequenino e escritora têm mostrado um lado sombrio, agressivo.
Feras ariscas, que dão o bote e ferem com suas palavras afiadas.
"Mas conseguiu largar o vício?"
A escritora sorriria em escárnio para os brados anti-tabagistas e diria a eles o que tinham com isso?
Não. Com certeza ela não deixou o vício do cigarro e tampouco o largaria.
Seu lado obscuro está mais ácido, mais traiçoeiro...
Finalmente ela assumiu sua postura de Serpente.
Ou seja,
— Cuidado com o que pedem!

terça-feira, abril 21, 2009

21.04.2009

Alguns trabalhos sempre retornam, mesmo sendo um deles longe da área literária.
Pessoas dizem que não dá para viver o lado romântico, ou um sonho frágil.
Realmente, no começo não dá.
Apelações, negociações e eis que a minha vida volta a correr nas madrugadas boêmias das vidas de outros.
Corre por esse lado e se afasta de minha vida que diziam ser boêmia.
Meus olhos percorrem o espaço ocupado por pessoas de minha convivência.
Meus pensamentos tornam-se estranhos para as pessoas de minha convivência.
"Você diminuiu o cigarro, McKellen, mas em compensação..."
Eles não completam, complementam, nem se arriscam.
Enxergam-me uma pessoa estranha, uma nova faceta, aparentemente uma pessoa mais sombria e quem sabe até mesmo mais agressiva.
Minhas palavras não são mais delicadas.
Não há mais o lado mãe que protegia a todos.
O lado guardião é o que afaga e o que dá porrada.
Não há mais tempo para sutilezas em minhas palavras.
"Há algo errado com você, McKellen"
Sim... Eu sei que há algo errado, pois meu corpo, minha mente, pensamentos, sentimentos. Tudo voltou a era do Caos.
Caos que se contorce, retorce, que gira, que é agressivo, que consome, que cria, que extingue.
Caos que não possui grilhões. Nenhum tipo de grilhão.
E este Caos... Fere...
...
...
...
Não a mim, mas aos outros que ainda dirão no mais tardar:
"Volte a fumar mais cigarros, McKellen"

segunda-feira, março 23, 2009

23.03.2009

Meu corpo está cansado e o pequeno a esta hora deve estar na escola um tanto quanto atiçado.
Desde nosso retorno ao lar que sempre nos recebeu de braços abertos, venho ficado cada vez mais cansada.
Por um lado o trabalho aumenta na área literária, o que é bom.
Por outro lado o dinheiro torna-se escasso e preciso escutar preocupações alheias quanto ao meu estilo de vida.
Nada demais, confesso.
Meus olhos pedem para fechar mais um pouco, já que a noite foi feita em batalhas.
Batalhas da quais me recordo em conversas mórbidas sobre torturas e morte.
Recebimento de textos sobre morte de outra pessoa que não havia participado da conversa...
Conversas sobre túmulos e paz encontrada em tais lugares para outros tipos de conversas...
Mente que gira perdida em viagens que não serão cumpridas...
Viagens que estão sendo planejadas sem datas prováveis...
E um abraço que me envolve e me arrasta em meus passos à mesa para um café que já devia estar sendo tomado...
- Onde foi mesmo que coloquei meu cigarro?
E no fundo escuto:
"Estás fumando demais, McKellen"

terça-feira, março 03, 2009

03.03.2009

Problemas todos possuem. Quem não os possue, está mentindo.

Mas a questão não é o pessimismo de um dia atípico.

Muitas vezes fico a observar a vida e as pequenas coisas que acontecem para tornar aquele dia único.

Seja a empregada não aparecendo, seja as promessas que o pequeno tenha feito para os amigos, seja a resolução de um dever de casa do pequeno.

Fico fazendo comparações mentais às vezes com o que eu fazia quando tinha a idade de meu filho e juro, que às vezes penso que logo-logo a cabeleira castanha, tornar-se-á branca.

Não que a cor dos cabelos me preocupe, mas o que me preocupa é ver que as crianças de hoje em dia estão extremamente envolvidas com o famoso copia e cola, que esqueceram de como produzir um texto.

E nas tentativas calmas, de tentar fazer entender que se deve partir de uma idéia central e usar algumas perguntas básicas, para então desenvolver, parece tão difícil para a cabeça deles que logo eles estão gritando, xingando, esperneando.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

15.01.2009

Sabe quando seus instintos berram que há algo errado?
Que você se sente como um tigre enjaulado?
Muitos diriam para deixar tais sentimentos de lado, ou até mesmo sorririam dizendo:
- Ué? Você despreparada? A Grande McKellen sem saber como agir?
Para essas pessoas, meu olhar lhe causaria certos calafrios.
Despreparada? Nunca.
Mas isso não diminui a minha ansiedade. O meu andar de um lado para o outro, com os ombros arqueados para trás e o olhar desconfiado.
Alguns diriam mais uma vez que estou fumando cigarro demais, mas até mesmos esses recuam seus passos, quando não estou com o vício aos lábios e me encontro com o olhar tão concentrado na tela de um computador.
Recuam, um, dois até mesmo três passos, passando e rodeando de longe para não sofrerem o bote inesperado.
O Semblante muda, ficando sério, quando sentem minha alma inquieta, selvagem em certo ponto.
Às vezes posso até notar o alívio no suspirar de suas almas, quando deixo o computador de lado e vou fumar um cigarro, para logo em seguida voltar para o computador.
Poderia até mesmo rir, quando algumas pessoas me perguntam se estou bem e digo que não sei.
Mas não rio. As pessoas ficam com medo. Receosas quando meu olhar parece distante, caçando algo que não está lá.
O pequeno fica afastado, o mais longe possível de mim nessas horas e ainda posso escutar os sons indo e vindo, rodeando-me nessa mescla de sons de mata e aparelhagem pesada.
Dos pássaros cantando mesclados com o piar desolado de galináceos novinhos.
O ressoar do sino grita, clama, implora, chamando-me para longe da tecnologia e suspiro, sentindo...
Tendo a sensação a me perseguir.
Aquele mesmo sussurro que não me abandona desde ontem.
Quando mesmo acompanhada, o mundo deixou de existir.
E o peito ainda retumba aquelas mórbidas palavras.

terça-feira, dezembro 30, 2008

30.12.2008

O pequeno se encontra muito tempo na casa do Pai.
O que me deu uma chance considerável de dormir e me entregar à minha depressão como há muito não fazia.
Muito tempo pensando, escutando conselhos para me cuidar, às vezes sabendo por intermédio de meus agentes que as pessoas se preocupam comigo.
Às vezes sabendo que não sou bem quista.
Às vezes rindo por pensar se ainda vale a pena ou não escrever.
Então sou pega de surpresa, com as pessoas que reanimam meu lado de escrever, que dizem o quanto sou importante, o quanto faço diferença na vida delas e por essas pessoas, que às vezes choro, que às vezes sorrio e que às vezes me pego na vontade de manter este meu lado escritor.
Mas eu tenho um lado protetor.
Muitas vezes para proteger as pessoas que amo, me afasto, me isolo, me entrego às sombras de minha vida e então choro.
Choro sentindo um aperto no coração, enquanto as lágrimas escorrem na busca de alguém que me proteja de mesma forma.
E mesmo quando surgem essas pessoas, eu recuo, com aquela dor intensa no coração, pedindo para elas se afastarem, para me deixarem com o peso do mundo, porque eu sei, sei que nesses momentos não me contenho, deixo as palavras escaparem, eu firo.
Firo com a espada, afastando-as de mim, pedindo para me deixarem só, no abismo, na solidão.
Às vezes vista como ingrata, mas sabendo que faço isso apenas para protegê-las de um mal maior que vejo e que se desenrola nas linhas que escrevo.
Então escrevo...
Escrevo para o mundo...
Escrevo para poucas pessoas...
Escrevo para ninguém...
Apenas escrevo...
Pois meu acalento se encontra nas linhas que um dia serão lidas.
Fim de ano...
Nunca foi fácil para mim...
Compreendam.

quarta-feira, novembro 19, 2008

19.11.2008

Cansada.
Extremamente cansada.
Dia após dia, o estafante trabalho tem me sugado as energias.
Trabalho Noturno, trabalho diurno, trabalho diurno e noturno.
Trabalho no qual é necessária uma dose de paciência, de conhecimento e de lábia, onde a voz precisa estar no timbre ideal, o sorriso espontâneo, o jogo de cintura perfeito, mais paciência, o olhar sério para os demais colegas, o respirar fundo, o controle dos brios para não perder a compostura com os manda-chuvas e finalmente o desgaste completo, físico e mental, quando o corpo recusa e luta um pouco mais, ao repassar tudo o que ocorreu e simplesmente perceber que mais uma vez o corpo se entregou ao sono e sequer percebeu este fato.
Trabalho em que os olhos percorrem as linhas, em que as costas judiam, que o corpo pesa e a cabeça balança para ver se desperta, bocejos que são dados, corpo que é esticado, corpo que escorre pela cadeira e o pescoço encontra o apoio a ela, braços pendendo, corpo pendendo e o abrir dos olhos assustados, um novo ajeitar, a mente a se estafar, a criatividade a voar, voar para longe, para bem longe dos pensamentos, a cama convidando, os olhos pesando, o relógio correndo e as palavras desabando, desabando junto ao corpo, junto à cama, junto às cobranças que falta muito pouco, falta pouco tempo, muito pouco tempo e o atraso se aproxima com a mente a gritar que a Rainha de Copas cortará minha cabeça, então como lebre corro, meus dedos correm, minha mente para... as palavras fluem e me assombro, pois tal trabalho, mesmo em meu completo cansaço ainda é admirado.
Trabalho estafante, estafante trabalho, trabalho que me arranca da cama quando o corpo começa a descansar, é um corre para lá, é um corre para cá, cobranças, cobranças, cobranças e eu ainda tenho que me arrumar, arrumar, arrumar e quando vejo há o badalar, seguro, corro, falo, falo e falo mais um pouco, o corpo cansado mostra sinais, mas ainda há muito mais, corro mais um pouco, corro para lá e para cá, liga, apita, digita mais um pouco, o corpo querendo continuar e o cansaço querendo me vencer, os olhos piscam um pouco e quando vejo já é hora de correr, cigarro, passos apressados e corro mais um pouco, vozes altas e tantos outros mais correndo um pouco, mais falares, mais silenciares, amis olhares atentos, olhares a se fecharem e a voz a me cobrar, cobra mais um pouco, cobra muito mais e com paciência atendo aquilo que está plausível, aceitável, mesmo que eu me esgote muito mais e quando penso que meu corpo sucumbirá, eis que a Lebre corre, passa, grita e mostra os ponteiros, então me despeço do trabalho que suga-me por inteiro, por completo, mente, alma, energias, sorrisos e beijo a fronte do pequeno que me é tão custoso, mas perto dos outros trabalhos, o trabalho de ser mãe tem suas recompensas.
Agora acho que dá para descansar um pouco.

segunda-feira, novembro 10, 2008

10.11.2008

Alguém sabe como mudar as trilhas do Destino?
Alguém sabe como encurtar as Distâncias?
Alguém sabe como tornar o mundo mais leve...
As lágrimas mais doces...
O nó na garganta mais suportável?
Quem quer que venha ler estas palavras, pode vir a achar que estou decepcionada com algo, mas isso foge em muito da profundidade de minhas palavras ou de minhas ditas "angústias".
Como escritora, que há tempos anda sem inspirações ou motivada para responder as cartas dos poucos e verdadeiros fãs que possuo, hoje parei para pensar mais arduamente em um assunto que vem sussurrando em minha mente.
Dizem que as trilhas do Destino são determinadas e que temos que passar por aquilo que ele quer que a gente passe.
Na verdade não é bem isso...
Destino nos oferta milhares de trilhas e nós temos que ter sapiência em escolhê-las.
Às vezes, vamos tão determinados por um certo caminho, que mais à frente um sentimento nos assola.
- Terei errado e se eu tivesse pego aquele outro caminho?
Então começamos a nos sentir culpado, e como nossos inimigos adoram ver isso em nossas almas.
Eles sorvem nossas dores, nossas angústias, e como predadores vorazes, a bebida dos deuses para eles, são as nossas lágrimas.
Quanto ao encurtar as distâncias...
Bom...
Dizem que a internet veio para isso. Para encurtar as distâncias. Para torna gratuita as ligações interurbanas, para vermos quem está do outro lado do mundo, mas sinceramente...
Eu acho que a Internet veio para tornar mais dolorosa ainda a existência da distância geográfica.
Como grande fã de Sci-Fi, sou daquelas que torce para que o teleporte seja logo descoberto, ou que a minha alma se eleve o suficiente para que eu, em um piscar de olhos, possa estar aonde quero estar.
Huuum...
Pensando bem, acho que tenho um lado um tanto quanto anarquista, ou caótico mesmo.
Já parou para pensar nas milhões de pessoas que eu estaria demitindo?
Construtores de carros, empresas de combustível, motoristas que vivem de levar as pessoas de um lado para o outro... Aviação, pilotos... Formula Um... Navios... Capitães... Astronautas... NASA... Até mesmo os lixeiros perderiam seus empregos...
YEAH.... Acho que é por isso que até agora os cientistas não revelaram para o mundo que eles estão a um passo de apresentar o teleporte para nós meros mortais.
U-Hú... Não será a água e o combustível que criarão a crise mundial, mas o Teleporte.
Recomponha-se Keyra, não percebe que tem olhares intrigados ao teu redor?
Ca-hãm....
Tornar o mundo mais leve.... Tornar o mundo mais leve... Aonde é que eu estava com a cabeça quando perguntei se alguém sabia como tornar o mundo mais leve?
Bom...
Esqueçam esta parte impensada...
Pulemos para a outra parte.
Não me olhe desta forma achando que sou louca quando perguntei se alguém sabe como tornar as lágrimas mais doces.
Opa...
Por que você está me olhando desta forma e está segurando uma camisa de força?
Para! Pera lá! Deixe-me explicar uma coisa...
Dizem que os Anjos, possuem lágrimas doces...
Doces não seria bem a palavra certa, mas tipo, elas não possuem aquele gosto salgado, sabe?
O sal contido nas lágrimas, é advindo de uma série de acontecimentos...
Antigamente nós tolos mortais, éramos agraciados com a visão dos Anjos, mas que por termos ousado e não termos sidos submissos por completo ao grande criador, nossas lágrimas ficaram salgadas, para que, com isso, não pudessemos mais enxergar a grandiosidade de toda a criação.
Ou seja, fomos proibidos de ver os Anjos, o Éden e até mesmo o outro lado da história.
Uma pena...
Por isso que eu gostaria de descobrir uma forma de voltar a ter minhas lágrimas "doces", pois você não acha uma tremenda injustiça ficarmos alheios a tudo o que ocorre?
É como se eu estivesse dopada na maior parte do tempo e eu não quero mais isso...
Eu quero o Caos.
Em sua essência pura.
Bela...
E Terrível.

sexta-feira, outubro 17, 2008

17.10.08

Estou devendo algumas coisas para algumas pessoas.
Textos e mais textos, ao menos, vamos ver...
Um...
Dois...
Três...
É. Ao menos três, já que na verdade eram quatro e estou reduzindo a quantidade.
Falta de criatividade?
Leitores que não estão me satisfazendo?
Não.
Na verdade não.
Hoje eu estava conversando com uma de minhas leitoras.
Uma pessoa inteligente e ao mesmo tempo sensual.
Cativante e que por um breve momento poderia ter enxergado algo mais, mas agradeci pela conversa ser por meio virtual...
Nada mais de cabelos com pontas avermelhadas e revoltos...
Esta escritora se sente em uma fase meio...
Vazia...
Não.. acho que não seria bem isso...
Não depois daquilo...
Brrr... Nem posso alegar que é um alter-ego meu sombrio que se manifesta e não me dou conta.
Pelo contrário...
Apenas suspiro, penso que a pizzaria não tem mais pizza de chocolate com morango, pois os clientes não estavam pedindo e eles estavam perdendo demais aquele fruto maravilhoso que as crianças mais novas dizem:
Qué Murango...
Acho que devo agradecer à leitora que induziu o desejo de mUrango em mim.
- Tá vendo o que você faz? - murmuro baixo com um sorriso sacana nos lábios, desejando nesse momento um cigarro para esquecer um pouco a fome, o atraso da entrega de Pizza de 3 sabores...
Calabresa para o Pequeno...
Milho - porque há muito tempo não como pizza desse sabor... é sempre engraçado por sinal, ver o quão Jedi posso ser em comer sem derrubar um grão sequer...
e Chocolate com pêssego...
Huuum... Pêssegos... Não é Murango, mas também tão tentador quanto...
Eis aqui meu momento para atiçar os pensamentos...
Já sorveu a calda de um pêssego, roubando o fruto de uma boca alheia?
Bom... um breve sorriso sacana desta escritora, já que o pequeno clama por comida e a Pizza tá demorando um bocado.
- Calma, Pequeno, eles já devem estar chegando... Huuum.. não quer trocar o PS2 por desenho?

sexta-feira, outubro 03, 2008

03.10.08

As reclamações continuam sobre eu fumar demais. Mas agora a amplitude de tudo aumenta, com o fato que voltei a beber, perdi peso e tenho entrado em uma estranha letargia.
- Você precisa se cuidar.
- Você precisa se cuidar.
- Você precisa se cuidar.
Três formas diferentes de escutar o mesmo pedido, pois as três possuem significados diferentes em suas devidas preocupações.
Confesso que andei meio negligente, já que a minha mente estava cuidando de outros assuntos particulares, mas ontem percebi que certas pessoas brincam com o que não devem.
Além de escritora de resenhas, matérias e alguns contos publicados em impressos, ou virtualmente; amigos e amigos dos amigos, possuem uma visão interessante sobre a minha pessoa.
Eu, em meu sarcasmo e jeito de dar os ombros, digo que sou um espelho que reflete a alma daqueles que me observam ou que se aproximam.
Outros, em seu deslumbramento ou não, dizem que sou uma pessoa bela, maravilhosa, inteligente, carismática, sincera, uma alma liberta.
Raros, dizem que sou uma força da natureza.
Esporádicos, são aqueles que dizem que sou uma das pessoas mais fortes que já conheceram.
Mas se tornando freqüentes, são aqueles que me vêem como anjo.
O que sou realmente?
Às vezes me pergunto em minha teimosia de dizer que sou uma pessoa solitária, quando muitos dizem o contrário.
Não sou solitária?
Bom... Se for ver pelo meu circulo social, as pessoas que me acompanham, são aquelas que têm uma vida social bem ativa, com vários amigos, que vivem sorrindo, se divertindo, enquanto eu fico ali, estranhamente letárgica em minha cama, com o telefone silencioso e sendo lembrada apenas depois que a farra está finda.
Talvez por não sair muito, ou talvez por trabalhar muito nos horários em que todos se divertem.
Não sei.
Apenas sei que certas pessoas não deviam brincar com aquilo que desconhecem.
Mas o que seria este algo que elas desconhecem?
Apenas dou a dica.
Três vezes mais forte retorna o mal desejado.
Se fosse o meu pequeno a escrever, sei que ele pegaria uma frase clichê:
- E aí? Vai encarar?
Mas já que sou eu quem vos fala, digo:
- Está preparada(o) para as conseqüências de seus atos?

segunda-feira, setembro 01, 2008

01.09.08

“Você fuma demais, Keyra”! – comentou um rapaz ao ver que eu já tinha consumido ao menos quatro cigarros desde a hora que ele chegou à empresa. Agoniado, tentava soltar brincadeiras, até mesmo me ajudar a consumir o cigarro para que eu fumasse menos.
Não adiantava, eu apenas olhava para ele com cara de quem ri de uma piada sem graça, apenas para não deixa-lo sem a mesma.
“Você está pálida demais, Keyra”! – Mais comentários que chegavam até a minha pessoa, vindo de outros lados.
E desde que eu voltei ao Brasil com meu filho.
Desde os últimos eventos.
Tenho vivido a minha vida como escritora, mãe e fumante inveterada.
Ainda rio ao lembrar o quanto isso deixava o pessoal agoniado a me ver fumando a quantidade de cigarros que eu estava a fumar.
Propagandas e mais propagandas sobre os males desse vício pareciam apontar o dedo como gigantes que condenam os tolos mortais.
Mas eu não ligava.
Não me importava realmente.
Muitas pessoas se preocupando, por verem tantas sombras ao meu redor, tão preocupadas achando que eu não possuo mais aquele brilho. Dizendo que cultuo a tristeza e não sei viver sem ela.
Acho que posso contar os anos em que fui feliz. Poucos, perto da idade que tenho e ultimamente ando tão cansada...
Algumas pessoas diriam que crio ilusões, mas não se trata disso.
Foi-se o tempo que derramei lágrimas por um amor idealizado, um amor que acreditei... Que cheguei a acreditar que faria minhas buscas encerrarem.
Minhas buscas encerraram...
Encerraram por não agüentar mais pensar que um amor duradouro... Daqueles típicos comerciais de margarina... Açucarados... Baunilhados... São verdadeiros.
Às vezes chego a me chamar de hipócrita em frente a um espelho, ao tentar fazer com que amigos meus acreditem nessa ideologia... Mesmo sabendo que um dia, eles podem vir a ficar com o corpo vazio... Com olhares vazios... Com semblantes franzidos... Rindo...
Incrédulos...
Amargurados com a vida.
“Tenho medo do que palavras como essas podem causar em você, Keyra”!
Não podem causar mais nada, não a partir do momento que o amor é visto de um prisma diferente...
E em frente a um espelho, rangendo o maxilar por um tempo... Saio para a rua... Onde os dias voltaram a ser como outros dias quaisquer... Onde a fumaça escapa de meu pulmão, fazendo formas espirais...
Onde meu olhar voltou a contemplar o Horizonte...
E em algum lugar da minha mente...
Um velho grupo voltava a cantar com a mesma intensidade de sentimentos enquanto escrevo essas linhas.

“Pessoas circulam tentando viver
Mas a vida passa e ninguém a ver
Perdidos no tempo
Tentando sair
As luzes se apagam e eu aqui
Tentando mudar o que não vai ser mudado
Tentando criar o que já foi criado

O tempo passa e a gente tenta esquecer
O horizonte está ali, mas não se quer ver
Horizonte perdido
Qual a certeza de viver
Horizonte perdido
Eu não quero crescer

É há loucos que lutam sem saber o motivo
Se esquecem das horas
Se deixam cativos
De uma sede incansável que não se perturba
Não pede licença
Não pede desculpas

O tempo passa e a gente tenta esquecer
O horizonte está ali, mas não se quer ver
Horizonte perdido
Qual a certeza de viver
Horizonte perdido
Eu não quero crescer

Mas o tempo não se ilude
Tanta certeza que ficou
Por trás de cada porta que alguém fechou
E então nos embriagamos
Com as cores que se mostram
E sequer notamos, o quanto nos forçam
A esperar um novo dia
A esquecer a rebeldia

O tempo passa e a gente tenta esquecer
O horizonte está ali, mas não se quer ver
Horizonte perdido
Qual a certeza de viver
Horizonte perdido
Eu não quero crescer”

(Horizonte Perdido - Heróis do Dia – LP Traçado a Giz)

quinta-feira, julho 31, 2008

31.07.08

Olhavamos um para o outro.
Sem o pequeno por perto.
Ali entre nós, dava para se sentir o peso imenso de toda aquela situação que vinha se prolongando por tempo demais.
Minha alma gelava em certo ponto, pois eu já sabia que fim teria aquela conversa.
E então conversamos, colocando as cartas sobre a mesa, ou como diria o pequeno, colocando os pingos nos "is".
Um enorme alívio parecia surgir em nossos olhares.
Um carinho ainda era demonstrado, mas agora acima de tudo, um respeito muito maior surgiu pela forma como tudo foi resolvido.
Ainda conversaríamos...
Riríamos...
e finalmente...
Nossas almas ficariam em paz.

quarta-feira, julho 30, 2008

30.07.08

Não havia muito tempo que tínhamos retornado. Os lançamentos ocorreram como o esperado, mas devido a problemas pessoais, não pude estar presente, nem mesmo satisfazer a companhia de meus colegas de trabalho.
A eles, continuo sendo um verdadeiro mistério.
Alguém que pode se mostrar arrogante, mas que para muitos se mostra alguém que leva seriedade extrema o trabalho que envolve a escrita.
Meu filho me observa com os cantos dos olhos e sei o que se passa na alma dele, assim como ele sabe o que se passa em minha alma.
Ambos desnorteados com os eventos repentinos...
Ambos sem saber o que dizer sobre o assunto...
Eu queria rir...
Rir muito nessas horas em que a mente gira em um turbilhão.
Onde a alma voltou a parecer estar em uma montanha russa...
Mas são nesses altos e baixos nos quais vejo o consumo de cigarro aumentando.
De preferência, busco fumar longe do pequeno.
Mas vejo-me também perdendo peso.
Onde o comer forçado torna-se uma obrigação.
Onde risos acontecem repentinos ao sentir o coração apertar e as lágrimas tentarem escapar.
- Você gosta de tristeza... Não posso ajudá-la. Você escolheu viver assim.
Agradecia pelo pequeno não estar acordado quando escutei isso.
Por que ri. Ri com o gosto amargo dessas palavras de alguém que não compreende o que é viver... Conviver com a tristeza por tanto tempo na vida...
Onde os poucos momentos felizes que tive ao lado de alguém, não passaram de ilusões.
Arrependimentos?
Não... No Ultimo caso...
Caso... casamento... que seja eterno enquanto dure...
- Por que as coisas têm que ser tão difíceis para mim, Destino?
Não consegui conter as lágrimas... Não consigo conter...
34 anos de busca...
Sejam bem vindas de volta...
Noites insones...
Falta de fome...
Lágrimas no escuro...
"mas às vezes você tem alguém que ilumina esta escuridão"
Sim.. ainda há momentos que a luz consegue penetrar o abismo...
Mas muitas vezes ela fraqueja.. e torna-se fria.

quinta-feira, julho 10, 2008

10.07.08

Há muito eu não pousava meus pés novamente no Brasil. Eu tinha lá meus motivos para não querer retornar. Mas depois de todos os problemas com os ex-da vida, meu mundo andou dando reviravoltas. Minhas madeixas quase não apresentam mais sinais da tinta vermelha que um dia usei na vida. Meus pulmões agradecem por ser um dia ou outro que dou uma de fumante inventerada... Nos demais dias, ou dois cigarros ou um.. ou nenhum. Depende da ocasião.
O prazo tem corrido, tenho a minha mente me cobrando a resenha que eu devia ter feito há pelo menos um mês e meio atrás e ao menos agora observo uma aliança ao meu dedo com extremo carinho. Sim... Era hora de voltar para os braços de meu marido, depois de tanto tempo longe.
Mas em meio a tantas correrias, meu pequeno olhava-me com seus olhos brilhantes de curiosidade:
- Mas porque você não poderá ir ao lançamento? São dois livros!!! Já contei até para a minha professora!!
Suspirei. Não havia como escapar daqueles suspiros ante uma explicação. Sentei-me ao lado dele, contendo a vontade psicológica de acender um cigarro e suspirei longamente.
- Eu terei os livros depois, mas no momento do lançamento não terá como ir e eu não conseguiria ir, sem você e...
- Meu novo pai! - falou-me sorrindo e de mim ele recebeu a minha resposta como um sorriso.
Eu podia notar naquele tom de voz do pequeno, que meu atual marido era o pai que meu filho realmente desejava ter na vida. Não o culpava de suas outras decepções. O pequeno passou por poucas e boas junto comigo.
Um Pai que era o biológico, mas que não sabia ser pai. Às vezes bruto demais em seu desjeito com crianças e principalmente filho. Um pai que foi tão mimado que agora os próprios pais tinham medo quando ele explodia em uma raiva irracional. Para a minha sorte ele está bem longe do meu filho.
Outro dois supostos pais.. os quais eu nem faço questão de comentar aqui.. Perda de tempo completa, que apenas me causou desgosto, lágrimas e uma raiva grande o suficiente para pensar em olho por olho...
Mas agora... Este novo pai, este meu marido atual... Tenho percebido que as pessoas são um tanto quanto incrédulas ao que confrontam uma história de amor digna de filmes e histórias escritas por grandes autores.
Nos encontramos assim.. por um "Acaso de Destino"
Você não acredita em acasos e coincidências? Eu também não. (rs)
Mas é bom conhecer Destino pessoalmente e travar longas conversas com ele nas noites infindáveis, onde Morpheus o olha com os cantos dos olhos, em seu humor mórbido de sempre, relembrando ao irmão que eu devia estar dormindo. Destino, como sempre, murmura em sua voz que relembra o farfalhar de folhas de um livro antigo.
- "Se não fosse por mim, eles talvez não tivessem se encontrado. Você a ajudou como pôde e eu também a ajudei como podia".
Não vou nem me aprofundar nesta conversa entre os dois, ou se não vocês dirão:
- Volte a fumar, McKellen!
Mas voltando a seriedade desta conversa...
Meu atual marido é alguém que encanta, alguém companheiro, alguém que mergulha nas batalhas e que se reergue. É alguém a quem meu filho, quando o viu pela primeira vez o chamou de Pai.
Não preciso dizer mais, não é?
Agora estamos ambos, amantes da escrita, nos lançando com mais ferocidade no mercado literato. Batalhando como guerreiros ferozes as nossas batalhas e nos amando mais a cada dia que passa.
Quanto ao nosso filho.. Sim digo nosso porque meu filho mesmo assim se declarou... Ele observa estas batalhas com seus olhos radiantes de quem um dia também participará das batalhas.. Principalmente agora que estamos de volta ao Brasil.

sexta-feira, maio 11, 2007

Esclarecimentos

Bug disse...
da próxima vez que usar materiais de outras pessoas, por favor, indique a fonte de origem, ou pelo menos que a fonte é desconhecida.original:Guerra e destruição definem o que eu souNão as guerras fúteis e estúpidas que vocês mortais travamNão a guerra por riquezas, ou um irrisório ganho pessoalOu por um ridículo e minúsculo pedaço de terraMinhas guerras são maioresEu viso o genocídio. O extermínio completo de meus inimigosDeles, de suas famílias, de seus amigos, de sua raça e toda a lembrança de sua cultura pervertidaNada deve restar daqueles que entram em meu caminho, nem mesmo uma leve memóriaMinhas tropas combatem pela supremacia de um ideal, uma forma de viver que precisa ser imposta sobre todas as outrasA simples noção da existência de uma divergência nos enojaNos damos motivo suficiente para desejar a destruição de nossos antagonistas,com cada fibra de nosso serNão somos apenas um exército, somos uma força a ser considerada na balança cósmica da existênciaDeuses tremem diante de nossas tropas, deuses choram ao presenciar nossos massacresVocês nos chamam de "diabos", pois é o máximo que suas mentes curtas e primitivas conseguem vislumbrarMas nós somos maisSomos a guerra e a destruição...-General Abahddon
[Obrigada pelo momento cultural, Bug. Todo e qualquer material contido nesta página é extraído de jogos que ocorrem no chat da UOL.. colocarei meus agradecimentos especiais às players da UOL no lado direito do Blogger.]

sexta-feira, março 16, 2007

16.12.06

Keyra McKellen: *Os cabelos bicolores estavam presos em um rabo de cavalo, o que tornava os cabelos de Keyra uma peça interessante de diversas perguntas. Afinal, Apenas a parte solta estava ruiva enquanto a parte presa estava em tom castanho escuro. Keyra respirava fundo, observando o sol saindo finalmente no fim da tarde depois de um tempo com chuva.. * Poderia me ver um café expresso duplo? *Hoje era dia, com certeza hj era dia para ela aprontar algo.. Os trajes escuros mostravam bem que Keyra poderia vir a falar algo nada educado, ou então poderia ser educada.. até demais* Sim Sra. *respondia o atendente se retirando em seguida*

§ Jun Hirai §
: *Jun estava sentada ao lado da janela, sentindo o vento bater em seus cabelos escuros e finos.Observava a tarde que ia embora, que logo traria a noite consigo, como uma criança que se estica para pegar um cobertor escuro, cheio de estrelas e dormir.Tinha á sua frente o habitual suco de uvas, que perfumava o espaço entre ela e a mesa.Não tinha a companhia dos irmão naquele dia.Com certeza Shinta e Shizu deviam ter algo mais laborioso em mente para se fazer num dia como áqueles.Ela mesma, se sentia entediada naquela cidade e volta meia lamuriava sua estadia ali, com pequenos suspiros baixos.*

Keyra McKellen
: *Depois de um tempo Keyra recebia seu café expresso duplo e o homem perguntava se ela queria acúcar ou adoçante, mas Keyra apenas se afasta depois de pagar pelo café que ela tinha pedido.. O local estava um pouco cheio para um café..* droga.. *murmura de forma baixa e vai caminhando para ver se acha uma mesa vazia, o que parecia ser uma missão impossível ou alguém que não se incomodaria de compartilhar a mesa* Acho que vai ser difícil... *ela murmura novamente tomando um pouco do café puro e sem açúcar* Argh.. esqueci como é tomar café sem açúcar.. *ela ri e continua seus passos* Desculpa ser intrometida.. mas está esperando alguém? *ela pergunta para a moça que tinha seu copo de suco de uvas sobre a mesa e que parecia bem entediada* Ou seu namorado esqueceu do encontro? *Não aguentou... ela soltou quando menos esperava mordendo a língua por um momento e pensando: "parabéns Keyra.. vc precisava ser agressiva?"*

§ Jun Hirai §: *Jun ergueu os olhos devagar, um olhar ríspido vindo daqueles olhos claros e puxados, que faziam jus a sua beleza oriental.Ergueu levemente uma das sobrancelhas e observou aquela mulher esquisita, que cheira á café.* Tudo isso é só pra sentar aqui ou tá interessada em me pagar um café também? * Dava as costas, voltando a olhar pela janela aberta, sentindo os aromas do lado de fora.Aquele café lhe dava pequenos enjôos e ela definitivamente não precisava daquilo.*

Keyra McKellen: *ela ri com a reação da moça.. dando a volta na mesa para observar a mocinha que tinha a resposta na ponta da língua* Bem.. eu poderia pagar um café para você, apenas para ganhar o direito de me sentar à sua mesa, mas observando o seu suco de Uva, algo me diz que vc preza mais por uma vida saudável.. *Keyra tomava o café ainda em pé e observando de soslaio a mocinha que parecia não se sentir bem com a presença dela*

§ Jun Hirai §: *Observou a mulher de soslaio, com um olhar que misturava a curiosidade com a hostilidade.Jun parecia um pouco anti-social se colocada próxima de todas as outras pessoas que lotavam o bar naquele dia. Com uma das mãos, finas e delicadas, indicou a cadeira a frente, vazia, para que a mulher se sentasse.Respirou fundo, tentando puxar para si o ar do fim do dia, mas apenas conseguiu aspirar ainda mais o café.Fez uma ráida careta, mordendo os lábios e fechando os olhos,sentindo o estômago revirar.Por fim, tomou rápidos goles do suco e respirou devagar, sem dirigir nenhuma palavra á mulher*

Keyra McKellen: *Keyra acabava vencendo a hostilidade da mocinha e sorri com os cantos dos lábios quando ela indicava a cadeira. Sentava-se à mesa tomando o café com calma e não pode deixar de perceber a reação da garota.. Uma reação típica que Keyra já tinha sentido algumas vezes por conta de restaurantes com comidas gordurosas demais* Ao que parece o cheiro do café a incomoda... *Fala de forma calma.. acenando para um garçom* Como você consegue ficar em um ambiente como este se não suporta o cheiro? *Keyra perguntava de forma baixa olhando para Jun e depois para o Garçom que se aproximava*

§ Jun Hirai §: As vezes a necessidade é maior do que a necessidade de impor certas vontades, senhorita.Uma questão simples de escolhas. ..*Respondia em sua voz calma, porém de entonação marcante, como se algumas gotas do sotaque natal ainda estivessem derrubadas á lingua de Jun.Ela observava a mulher por cima da borda do copo, enquanto tomava mais alguns goles o suco gelado.Estas horas , se perguntava como aquelas pessoas podiam ser tão fúteis, tão extremamente ignorantes de alguns princípios fundamentais da vida... mas Jun, preferiu ficar calada e deixar que as palavras de Shinta substituissem seus pensamentos...assim, repetiu-as em uma voz muito baixa, quase como um murmúrio* Ignore...a vida mostra tudo.

Keyra McKellen: *O garçom se aproximava e Jun poderia ver Keyra pedindo gelo para ele.. apenas um copo com gelo.. O garçom acata as ordens dela se retirando.. Keyra observa com rabo de olho a srta. que respondia de forma tão marcante como um grande sábio faria a qualquer pessoa* Muitas vezes as escolhas que fazemos nos levam a caminhos interessantes srta. Ignorar as coisas muitas vezes podem nos levar a ignorar até mesmo aquilo que a vida tenta nos mostrar... *ela sorri e então observa outro garçom trazendo o copo com o gelo* Obrigada... *ela agradece e coloca o gelo dentro do café.. misturando-o e gelando-o.. com um sorriso nos lábios, sem olhar mais nos olhos da jovem*

31.07.06

Keyra McKellen: *Tinha cometido uma loucura.. tinha teimado em se manter acordada até o sol raiar para 4 horas e meia depois estar sendo acordada para encarar a realidade. Teria que trabalhar o dia inteiro. E Ela trabalhou.. trabalhou dez horas seguidas e só baqueou por um breve momento.. mas bateu o pé.. teimosa como era. cumprindo a jornada longa de trabalhoe foi para casa. Naquela noite ela pode sorrir aos ver que chuviscava e era incrível como Destino parecia simpatizar com aquela garota de cabelos bicolores.. pele clara e lábios levemente carnudos.. Era incrível como os olhos escuros poderiam ver que a chuva apenas engrossou apenas quando ela pisou debaixo de um prédio. Ela sorria.. Sorria com aquilo que para muitos iria parecer algo de uma pessoa sortuda, quando na verdade ela até desejou que a chuva tivesse engrossado na metade do caminho do translado que ela percorreu no findar de seu serviço. Adorava aquele cheiro de umidade que ganhava o ar.. que molhava o asfalto e a grama. que molhava a terra sedenta de água. Podia escutar o doce som da chuva que parecia clamar para que ela se aventurasse.. que molhasse o casaco negro e pesado que ela estava a vestir.. que molhasse a camisa marrom que estava por baixo ou o Jeans com aspecto de quem tinha sofrido um acidente e remendado a calça por gostar demais para jogar fora. Mas ela sorri.. fechando os olhos.. sentindo aquele cheiro de umidade no ar, como se fosse até mais precioso do que o próprio ar.. erguia a cabeça respirando fundo e sorrindo, até sentir a chave adentrar na fechadura da porta de vidro jateado de areia e abaixar a cabeça abrindo os olhos mais uma vez. A porta era empurrada e então o som da chuva era deixado para trás. Ainda não tinha terminado o serviço.. precisava colocar no ar.. algumas críticas que ela tinha que fazer.. tinha que ver as correspondências.. e principalmente ter a certeza de coisas que ela tinha pensado o dia inteiro.. nada como algumas poucas escadas.. um elevador e uma outra porta aberta.. nada como a escura sala para escutar aquela voz seguida de um abraço de quem estava sentindo falta de abraçá-la e um sorriso que surgia nos lábios.. o trabalho seria adiado por um tempo.. um ínfimo tempo e então keyra se virava* Eu também estava com saudades de você... * Ela sorria indo fazer algumas coisas que tinha que fazer.. escutando aquela conversa animada e depois indo ao quarto. Minutos delongados naquela conversa que parecia ser movida por um par de baterias Duracell e finalmente algumas músicas tranqüilas.. a conversa foi terminando como o ressonar de uma criança embalada nos braços de Morpheus e ela finalmente poderia terminar o trabalho que esperava por ela. O computador era ligado.. algumas pesquisas eram feitas. e logo ela estava escrevendo o que tinha que escrever.. Um texto longo, mas necessário. Críticas bem explicadas e o corpo que gritava dizendo que estava cansado. Ela enviava a críticas.. colocava-as naquele mundo que ela vivia boa parte do tempo imersa.. veria se teria resultados positivos no futuro. Afinal.. ela escrevia por que gostava.. As costas doíam um pouco, mas ainda não podia parar.. Keyra abria algumas janelas necessárias na tela que continha milhões de pixels e formavam algo digno de ser observado.. mandava algumas mensagens.. navegava em alguns lugares.. e veria quanto tempo aguentaria.. memso o cansaço querendo tombá-la* não.. não será agora.. *murmura.. deixando aquele computador trabalhando em alguns serviços agendados outrora.. e se erguia.. vestia mais uma vez o casaco negro.. pegando as chaves de casa.. e a bolsa. precisava andar um pouco.. mas ao sair do prédio.. Seus escuros olhos podiam ver que não mais chovia* Paciência.. quem sabe outro dia? *O celular dentro da bolsa mandava um alerta.. calmamente pegou o celular e sorriu ao ver de quem era a mensagem.. enviando a resposta para quem buscava notícias*

Heironeus: Guerra e destruição definem o que eu sou. Não as guerras fúteis e estúpidas que vcs mortais Travam. Não a guerra por riquezas, ou um irrisório Ganho pessoal, ou por um ridículo e minúsculo Pedaço de terra. Minhas guerras são maiores.Eu viso o genocídio. O extermínio completo de meus Inimigos. Deles, de suas famílias, de seus amigos, De sua raça e toda a lembrança de sua cultura pervertida, Nada deve restar daqueles que entram em meu caminho, Nem mesmo uma leve memória. Minhas tropas combaterão pela supremacia de um ideal, Uma forma de viver que precisa ser imposta sobre Todos os outros. A simples noção da existência de uma Divergência nos enoja. Nos da motivo dá motivo Suficiente para desejar a destruição de nossos Antagonistas com cada fibra de nosso ser. Não somos apenas um exercito, somos uma força A ser considerada na balança cósmica da existência. Deuses tremem diante de nossas tropas. Deuses Choram ao presenciar nossos massacres. Vocês nos chamam de demônios, pois é o Maximo que suas mentes curtas e primitivas conseguem Vislumbrar. Mas nós somos mais. Nós somos Guerra e Destruição. "Então as nuvens rubras tomaram o céu, como um hóspede inoportuno, que surge de repente e toma conta de tudo antes que alguém se dê conta. Em seguida, veio a chuva. Gotas de sangue ácido, corroendo o que encontravam pela frente. Milhares morreram, cedendo ao seu toque abrasivo. Mas era só o começo. Pois vieram os demônios. Disformes misturas de humano e inseto, trazendo morte, dor e loucura..."

sexta-feira, agosto 25, 2006

24.08.06

Keyra McKellen: *O casaco negro ainda se mantinha aposentado, mas os cabelos bicolores fariam parte da vida de Keyra por muito tempo. Cabelos bicolores, A pele clara para não dizer quase transparente por não tomar sol, e poderia estar com as botas de caminhada de sempre. Mas naquela noite. Especialmente naquela noite... Keyra estava descalça. Não porque estava em casa, mas por que a bota de caminhada estava ao lado dela enquanto ela se mantinha sentada pensando na vida em um parque. Não se preocupava se estava de noite e nem se preocupava com os malditos Fogs de Londres. Aquela noite estava bem diferente. Descalça e com um casaco branco feito em linha? Para quem conhecesse Keyra, com certeza ela estava bem diferente naquela noite. O Cigarro continuava guardado na bolsa e Keyra não estava sentindo falta. Tinha alguns dias que ela não sentia falta do vício maldito. Parecia não se lembrar também. Estava tão letárgica naqueles dias. Ela sabia que o pequeno estava bem na casa que eles estavam naquele maldito país de Bastardos. Mas ela não se preocupava com isso. A cabeça se recostava na árvore que estava logo atrás dela. Os olhos escuros apesar de estarem sombrios, estavam um bocado distantes por sinal. Keyra sentia uma leve pressão na altura da clavícula direita e os lábios levemente carnudos se mantinham fechados apesar dela estar pensando em soltar murmurares que viessem a dizer algo se alguém se aproximasse. Mas, Londres era Londres... E os parques não eram visitados à noite. Talvez se fosse por um Jack Estripador... Quem sabe? Ou até mesmo um dos mirabulosos casos de Sir Arthur Conan Doyle... Mas não era momento para se pensar naquilo. Esperava notícias para saber se certo Rei Branco recebeu ou não o pacote do Rei Negro que armara a emboscada*

Rigtheous Wrath: *Apreciava caminhar pela noite, principalmente pelas ruas de Londres. Todo o romantismo que envolvia aquele lugar, as histórias que lia, tudo parecia de alguma forma remetê-lo a um saudosismo. Não parecia se importar muito com o ar frio e úmido, trajava-se como um transeunte qualquer, com calças e sapatos sociais, pretos, e uma camisa branca, por cima um casaco parecido com aqueles que jogadores do time de futebol usavam. Notou Keyra parada, perdida em seus próprios pensamentos* Anseio... *disse ele em voz baixa enquanto se aproximava. Tinha uma expressão séria, um tanto rígida, mas que não deixava de passar alguma maleabilidade. * Não há nada como o ar daqui para relaxar, não é? *sua voz era baixa, quase rouca, com certo sotaque como se não fosse aquela seu idioma natal*

Keyra McKellen: *ele pode ver aquela moça que não aparentava mais de 25 anos e de pele extremamente branca. Típica de quem ousava não tomar muito sol. Os cabelos Bicolores, parte, castanhos e parte Ruivos balançavam vez ou outra por conta da brisa noturna. * Já pude provar de ares mais agradáveis para relaxar, mas tem certeza ao afirmar que aqui dá para relaxar ou se perder em pensamentos* A voz vinha em tom baixo em um sotaque extremamente carregado que não pertencia àquelas terras de Londres. Ou como diriam... Às terras da Rainha. Ele havia algo mais antigo, um sotaque que poucos utilizavam, ainda mais quando se tratava daqueles que não aceitavam as pessoas que cometiam impunidades em vão contra eles. * Quanto ao Anseio... *Volta a olhar para frente. Não tinha como não ter escutado a fala baixa já que o parque estava praticamente abandonado* devo confessar que realmente existe tal anseio. Sendo assim, preferi vir ao parque para pensar a respeito do assunto... *voltava a olhar para ele, com os olhos um tanto quanto escuros. Difíceis de definir se eram castanhos... Castanhos escuros ou até mesmo negros devido a luminosidade* O que o traz ao parque a uma hora como esta Sr.... *era esperta... Deixava a lacuna para que ele desse um nome formal para que ambos conversassem de forma calma, mesmo parecendo tão estranhas as circunstâncias da conversa. *

Rigtheous Wrath: *A garota era realmente um tanto vívida, no mínimo diferente, apenas pela primeira impressão que ele havia captado. Normalmente as pessoas com quem ele interagia deixavam passar pequenos sussurros que não favorece aos seus egos. Rigtheous não pode esconder um contido sorriso de satisfação. Colocou ambas as mãos para dentro dos bolsos da calça e deu mais alguns passos na direção da garota, como se julgasse que ela não o veria como algum tipo de ameaça. Tentava captar as pequenas nuances que ela esboçava. O sotaque tão diferente quanto o dele e de uma profundidade rara naqueles tempos. Aquele lugar não deixava de surpreendê-lo. Como Keyra, Righteous tinha a pele bem branca, tinha o aspecto meio franzino, mas com uma austeridade ímpar. Os cabelos longos acompanhavam o movimento da brisa sobre o parque* Tenho certeza que deve ter provado de ares mais agradáveis... *disse, como se não tivesse terminado seu raciocínio* Pode me chamar de... John... John Doe. *esboçou um meio sorriso com a piada que talvez ela não entendesse* Venho aqui provavelmente pelo mesmo motivo que você. Um passeio, um descanso. *suspirou pesadamente enquanto erguia o olhar para o alto. *

Keyra McKellen: *ela puxava as botas de caminhada que estava ao lado dela e com calma colocava novamente as meias e depois as botas... Amarrava com calma os cadarços e escutava o que ele dizia sobre o passeio do parque* Me admira escolher um ambiente como este... John Doe... *fala com calma em tom baixo, voltando a olhar o ambiente mais à frente* Poucas pessoas parecem despreocupadas em andar de forma calma nos parques que esta terra oferece. Se não fosse pelo horário, talvez eu visitasse as catacumbas e ficasse lá a observar os crânios... Quem sabe a dialogar sobre as possibilidades do porque eles foram condenados... *volta o olhar com os cantos dos olhos voltando a recostar-se no tronco da árvore... A pressão sobre a clavícula direita estranhamente passara* Creio que não gosta muito de andar ao sol... Apesar de que dependendo da época, esta terra oferece mais dias sombrios com seus Fogs do que o sol propriamente dito.

Rigtheous Wrath: Visitar as catacumbas, uh? *fez uma pequena pausa, enquanto observava Keyra a se arrumar, os olhos fixos ao corpo da mulher pareciam procurar por pequenos detalhes que poderiam dar mais detalhes sobre a postura, a personalidade da mulher. * É um passatempo... uhn, exótico? *sua hesitação nas palavras era proposital, apenas um jogo de palavras e não um acanhamento genuíno. * E qual é a metodologia que você usa para descobrir a razão de terem sido condenados, uh? Há tantas formas de morrer como há formas de viver... Ou estou lidando com um gênio, uh? *deixou que um sorriso de canto de lábios escapasse* Realmente, mas ainda assim, não deixa de ser um lugar agradável... Mesmo com toda a escuridão *deliberadamente, evitou a pergunta que ela havia feito sobre andar no Sol. *

Keyra McKellen: *ela puxava uma das mechas bicolor do cabelo, que tinha pendido e ficado à frente do olhar dela, para trás e suspira de forma longa enquanto ele falava sobre como ela descobriria por que as pessoas foram condenadas. Por um momento ele pode ver um sorriso com o canto dos lábios, enquanto ela apoiava as mãos ao solo gramado e se erguia com calma... Por um tempo de cabeça baixa ela bate uma mão à outra de forma leve a espantar talvez um pouco do barro e do gramado que ficara preso às mãos* Com certeza é um passatempo exótico. Digno de turistas de todo o mundo, quando eles resolvem visitar as catacumbas. Quando tentam descobrir os caminhos utilizados para a maior tentativa frustrada de terrorismo... Remember... Remember.. *ela murmura sorrindo se lembrando de uma frase, que muitos ainda se lembrariam* Quanto a descobrir o porquê da condenação... *ele pode ver o sorriso de Keyra se alargar, enquanto os olhos dela se erguiam na direção daquele rapaz que puxara a conversa* Converse com eles... *estava sendo sarcástica? Irônica? Ele pode notar ela levar as mãos aos bolsos do Jeans que ela usava. Aparentemente nova isso era certo, não devendo pesar mais do que os 60 kg para quem media entre 1,70 ou 1,75... * Eles podem dizer algumas coisas interessantes... Mas lógico... Isso se você acreditar em espiritismo ou acreditar em fantasmas... *ele podia ver-la andando um pouco como se fosse rodear a árvore e então abaixar um pouco o corpo e pegar algo no chão... E então Voilá... Pegava uma bolsa em tons marrons que tão bem se disfarçara perto da árvore*

Rigtheous Wrath: *ouviu as palavras de Keyra com demasiada atenção. A conversava tomou um rumo de certo interesse para ele. * Pelas catacumbas, é? Hah, estes turistas... *levou uma das mãos a nuca, como se risse de sua própria ignorância. * Você sabe é... mm... *arqueou uma das sobrancelhas como se esperasse que ela, naquele momento, preenchesse o espaço deixado para completar com o seu nome. Continuaria a falar de uma forma ou de outra* Eu acho que não é tão tarde assim como diz *olhou para o pulso, puxando a blusa, para que pudesse ver o horário naquele momento* Eu não conheço destes costumes... Talvez você não se importasse de mostrar isso para um perdido turista. Quem sabe não posso descobrir algo interessante também, uh? *deu alguns passos se afastando dela e logo parando, de costas para ela. Mãos nos bolsos, sem a olhar* Eu não sou tão cético a ponto de desconsiderar a presença de coisas sobrenaturais... Você sabe... *sua voz se tornou um pouco mais grave, quase solene* Se o Altíssimo permite que humanos andem sobre a terra, porque não permitiria que suas almas perdidas não vagassem pelo limbo? *fez uma pequena pausa de função puramente dramática, retornando ao tom mais baixo e rouco de voz em seguida. *

Keyra McKellen: *ela coloca a bolsa devidamente com a alça presa ao ombro e abrindo-a tira de dentro um celular e verifica as horas. Com certeza era uma pessoa que não dava muita importância de verificar o tempo inteiro que horas poderiam ser, já que dispensava um relógio e usava o celular para tal função* tem certeza... Não está tarde o suficiente para que a visita às catacumbas seja negada... Mas creio que a visita ao local deverá ficar para outro dia ou para outra hora... Primeiro tenho que me preocupar com pequenos assuntos pendentes* realmente ela tinha que se preocupar... O pequeno estava em casa assistindo um desenho qualquer... Para ele, aquela terra ainda era estranha e Keyra não podia facilitar muito em certos pontos, já que ela tinha levado o pequeno junto com ela. Nada das notícias sobre o pacote ter sido entregue ainda e isso estava começando a deixar mais pensativa. * Eu poderia explicar as coisas com calma... Isso seria certo... Talvez em uma tarde neste mesmo parque... Quando o sol estiver um pouco mais ameno... *dava de ombros e começava a caminhar um pouco* As tardes também costumam ser bem mais tranqüilas... Creio que na verdade a esta hora... Eu diria que para turistas perdidos arriscarem as catacumbas não seria nada agradável. Mesmo sendo abertas ao públicos, algumas pessoas acabam.. *ela sorri e olha por cima do ombro* desaparecendo...

Rigtheous Wrath: *seus olhos, sempre tão abertos além do que seria considerado normal, podiam ver os resquícios de preocupação da mulher, talvez fosse um sentido materno... Talvez fraterno, de esposa. Franziu o cenho, como se quisesse ver mais além do que já era capaz de ver, as pequenas fagulhas da aura da mulher pairavam ao seu redor e vez ou outra lhe dava um vislumbre de como ela se sentia. Ela não parecia estar fazendo algum tipo de brincadeira quando falava sobre a questão dos mortos e a iminência de ela tomar seu caminho, fez com que Rigtheous desse um pesado passo a frente, mas que logo recuou, como se ele se restringisse a não detê-la de seu caminho. Vendo que ela estava de costas para ele, meneou a cabeça em negativo, tentando juntar seus pensamentos. Conhecimento, o doce néctar que aos seus lábios era tão saboroso. * Talvez em uma outra ocasião... *sorriu, sem jeito, interiormente não muito feliz com o proceder que se teve. Era impaciente às vezes. * A propósito... O mesmo anseio que senti quando me aproximei de você... uhn *olhou ao redor* ainda posso sentir em seu, uhn... Maneirismo. Talvez tenha algo que um turista poderia fazer por você antes de se perder no caminho para o porto.

Keyra McKellen: *se havia algo de estranho na aura de Keyra... Era ver que realmente ela parecia estar ansiando por algo... E ao mesmo tempo em que estava preocupada com algo... Mas às vezes... Isso tudo parecia tornar-la em alguém fria e certa em seus objetivos... Ela tinha olhado para trás. Tinha visto o arrastar do pesado passo que recuara... E voltou a olhar para frente escutando as palavras que poderiam ser mágicas... "Talvez em uma outra ocasião"... Sim... Sempre havia outras ocasiões... Algumas pessoas estranhamente esbarraram com aquela escocesa mais de uma vez... E sempre foram ocasiões estranhas* Meus maneirismos muitas vezes entregam muitas coisas... Ou talvez eles possam ser vistos como atos mecânicos um tanto quanto disfarçados para apenas apresentar às pessoas aquilo que elas querem observar... Tal qual um espelho... *ela se voltava sob os pés enquanto se afastava em passos lentos andando para trás* O algo... Que se poderia fazer... É deixar que Destino guie seus passos... É o máximo que você poderia vir a fazer... Quanto a me perder... *ela sorri virando-se para frente... Não... Com certeza ela não iria para o porto... Mas iria para um bar... Quem sabe para se aprofundar mais ainda em seus pensamentos, antes de retornar para casa e ver como o pequeno se encontrava* Eu com certeza não me perderei... Mas é mais fácil que você se perca em minhas palavras e meus devaneios e fique mais perdido do que se encontra... *A voz dela ia ficando cada vez mais baixa enquanto ela se afastava e deixava que o Fog que se deitava sobre Londres começasse a esconder seu corpo de mulher de cabelos bicolores*

Rigtheous Wrath: *esperou que a mulher sumisse em meio a névoa, ficando apenas parado a observando, até que sua silhueta se extinguisse por completo.* Hum... yahia... yahia... *se abaixou próximo onde a mulher estava mexendo anteriormente e pareceu tocar, como se procurasse por algo* Talvez, mulher... Talvez. *se levantou e olhou ao redor. Chegar ao porto no meio daquela névoa seria um serviço quase homérico para ele* Talvez se eu tentar a esquerda... *tomou seu caminho contrário ao da mulher*

Keyra McKellen: *ela parecia não ter esquecido nada por ali... Apenas a presença dela era o que poderia ter como resquícios daquela conversa que ambos tiveram... Sim... A silhueta dela pode ter desaparecido em meio ao fog... O que poderia ser uma coisa de 3 metros a cinco metros, já que o fog estava um tanto quanto denso... Denso como ela tinha citado uma vez... Cenário típico de Sir Arthur Conan Doyle... Mas palavras são sempre palavras e mesmo baixas em um local deserto... Podem ser ouvidas... Como os murmurares dos ventos... Ela sorria com as mãos ao bolso da calça, mesmo não podendo ver o vulto do estranho rapaz... “Esquerda”... Ela para pensativa por um tempo. Tentava se lembrar do mapa de Londres... Não... Não... À esquerda era capaz dele chegar a Scotland Yard... * "Mais sorte na próxima vez" *pensava sobre as dificuldades que o Fog impunha sobre os desavisados turistas... E então girou sob os pés... Talvez assim... Apenas assim o rapaz se desse conta de que a moça de cabelos bicolores talvez não estivesse tão longe dali*